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Como vai ouvinte? Eu sou THIAGO SAWADA e vou apresentar para vocês algumas observações sobre as sessões da Câmara dos Vereadores.
Para compor um discurso típico bauruense, é necessário que seu conteúdo trate, pelo menos, de problemas de saúde, educação e asfaltamento. Esses são os principais temas tratados tanto na Câmara do município, quanto no horário eleitoral. Como nessas eleições a maioria dos vereadores também é candidato, nessa época, falar desses problemas se torna ainda mais importante..
Vamos começar com a questão da saúde. Desde o início do atual mandato, existe uma proposta de reorganização da saúde. Só que até agora as medidas dessa proposta não foram aplicadas. Ou seja, faz quase quatro anos que o projeto não sai do papel, se é que já não o perderam. Como dito pelo slogan dessas eleições, “quatro anos é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem”.
Por se tratar de saúde, muito provavelmente essa proposta parou nas filas dos hospitais e espera pelo atendimento do Poder Público, da mesma forma que os pacientes esperam pelos médicos. E faltam médicos por aqui. Segundo os vereadores, o salário dos médicos em Bauru é um dos mais baixos da região, tanto que um veterinário muitas vezes ganha o mesmo valor. Espero que o caos na saúde não chegue ao ponto de a população ter que se tratar em pet shops, afinal para os animais de estimação não há filas, nem faltam médicos e equipamentos.
O tema da educação também foi tratado nessa semana. O Ministério da Educação tornou obrigatória a matrícula de crianças a partir dos seis anos de idade, por meio da aprovação da Lei de Ampliação do Ensino Fundamental. A lei prevê que as escolas devem se adequar ao projeto até 2010. Só que os vereadores adiantaram a discussão por acreditar que a lei entraria em vigor já em 2009. Baseados nesse equívoco, muitos vereadores criticaram a falta de preparo das escolas para receber mais alunos. Nessa discussão, foi citada a agilidade da Secretaria de Educação de Bauru que distribui o material para o ano letivo com um semestre de atraso. Já se passaram quase quatro anos desde a aprovação da lei e o governo pretende reformar todas as escolas públicas em um ano. Se for com a mesma agilidade com que entregam os materiais escolares, é possível que tenhamos crianças mais crianças nas escolas sem carteira, sem sala, sem professor.
Para a questão do asfaltamento, vou falar também dos demais problemas de infra-estrutura, por meio da análise de uma fala do vereador. Segundo ele, os bairros periféricos têm recebido muito bem os vereadores. Isso acontece porque antes de visitar esses bairros, o político faz um bom planejamento. A visita deve ocorrer durante o dia, porque à noite não tem iluminação pública e o vereador fica sujeito a ser recebido por um assaltante. O vereador deve caminhar junto aos moradores, até porque devido à falta de asfaltamento, não consegue chegar a certos lugares de carro. E por fim, deve sempre andar junto às casas, para não deparar com o mato alto e o excesso de lixo nos terrenos. Como vê, a verdadeira periferia não é tão receptiva assim.
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