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Leia o boletim na íntegra
O assunto das eleições municipais sempre é tratado na Câmara de Bauru. Acredita-se que pelo menos esse tema seja bem conhecido pelos nossos vereadores, já que todos passaram por isso e foram eleitos. Assim, considero importante comentar um pouco sobre os conselhos de quem está e quer permanecer no poder.
Em uma das reuniões, um vereador indagou se os candidatos têm carteira de trabalho, para comprovar se já trabalharam alguma vez na vida. Infelizmente para alguns, trabalhar na própria campanha eleitoral não garante uma assinatura na carteira de trabalho. Mas o que me preocupa é se vão trabalhar tanto quanto trabalham em suas respectivas campanhas depois que forem eleitos. Vale lembrar que grande parte dos candidatos trabalha muito e é justamente por isso que concorrem ao cargo de vereador, ou seja, para trabalhar menos e ganhar mais.
Também foi criticada na tribuna a ocorrência de propaganda irregular pelos políticos. Por coincidência ou não, cerca de uma semana após a crítica, o promotor eleitoral pediu à Justiça que multasse, em dois mil reais, um vereador candidato por fazer propaganda irregular. Talvez essa multa fosse evitada se o vereador prestasse bem atenção no que o colega tem a dizer na tribuna.
Segundo um dos vereadores, o candidato que assume compromisso é porque não vai fazê-lo, por isso a pessoa tem que prometer. Já o próximo vereador a discursar comentou que os candidatos estão prometendo demais sem ter condição de cumprir essas promessas. Em uma análise geral, pode-se concluir que a Câmara afirma que o bom político é aquele que não assume compromisso e faz poucas promessas. Agora eu pergunto: Existe um candidato assim? Será esse o motivo de ser tão difícil encontrar um bom político?
Agora vamos tratar de investimento. A dica da semana é para aquele que tem excesso de capitais e deseja investir em solidariedade. Temos observado que cada vez mais praças são abandonadas pela desnaturada prefeitura. Por isso, adote uma praça bauruense e adicione mais despesas em sua vida. No começo, a iniciativa era muito boa. A empresa que adotasse uma praça, deveria se responsabilizar pela limpeza e restauração. Só que agora o governo decidiu aumentar essas despesas com a inclusão das contas de água e luz consumidas pela praça. Se a prefeitura quer se livrar das contas que lhes são atribuídas, deveria colocar para adoção as ruas esburacadas da cidade. Quem sabe alguém não se compromete em asfaltá-la? Lembrando que depois de alguns meses, a iluminação fica por conta de quem asfaltou.
A atitude de cortar gastos com as praças pode ser conseqüência do aumento do valor dos aluguéis dos prédios locados pela prefeitura. Por ano essas contas somam mais de 830 mil reais, mal distribuídas em trinta e quatro prédios. Merece destaque um imóvel onde funciona o Núcleo de Aperfeiçoamento Profissional, localizado na movimentada Avenida Duque de Caxias. Essa localização permite que vários motoristas vejam a grandiosidade da escola. Espero que o motorista não pare o trânsito para refletir se vale a pena pagar um aluguel de mais de cinco mil reais só para manter uma escola na avenida.
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