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Leia o boletim na íntegra
Como vai ouvinte? Eu sou THIAGO SAWADA e vou apresentar para você minhas observações sobre a última seção da Câmara dos Vereadores.
No boletim da sessão da Câmara após as eleições, não vou comentar as propostas, até porque nenhuma foi apresentada pelos nossos cabisbaixos vereadores. O que irei tratar é sobre o clima de despedida antecipada que dominou o ambiente da Casa.
Infelizmente para a maioria, a previsão do vereador Antônio Garms de que pelo menos seis ou sete seriam reeleitos não se confirmou. Dos nove vereadores candidatos apenas Marcelo Borges do PSDB, Batata do PT e o Pastor Luiz do PTB vão ficar por mais um mandato.
Mesmo depois de ganhar mais uma eleição, o vereador e pastor Luiz de Jesus não apareceu na sessão para consolar os não eleitos, nem mesmo para agradecer os votos. Talvez ele seja tão grato aos eleitores que usa o tempo da reunião para ligar e agradecer cada um dos mais de dois mil e quinhentos votos que recebeu. E agradecimentos e elogios não faltaram nessa sessão onde praticamente todos discursaram.
Também ficou evidente a insatisfação com o resultado do pleito. Mas como foi dito pelo vereador do PSDB, Benedito da Silva, “a eleição é um processo complexo e cada eleição é uma lição”. Tão complexo que os vereadores não conseguiram entender como, segundo eles, a melhor Câmara que Bauru já teve não foi reeleita. Para a maioria a culpa foi da péssima administração do prefeito, e os eleitores acabaram responsabilizando injustamente os vereadores pelo trabalho não feito, já que muitas pessoas não sabem a função de um vereador. Penso diferente. Os eleitores sabem bem a função de um vereador.
Uma delas é a de fiscalizar o executivo. Então se a prefeitura faz pouco, a Câmara também é responsável, pois cabe a ela cobrar medidas do executivo. Se eles dizem que podem fazer muito pouco, por que então prometem tanto?
O episódio mais destacado da última reunião iniciou-se com a fala do vereador do democratas, José Clemente Rezende, que também é candidato à vice prefeitura. Clemente denunciou que algumas pessoas invadiram propriedades particulares para jogar bombas caseiras em máquinas industriais e também utilizaram animais empalhados para posar em fotos de preservação ambiental. O vereador teve o cuidado de não citar nomes, ainda que a lista de possíveis nomes esteja restrita ao seu adversário de segundo turno: o também vereador e candidato a prefeito Rodrigo Agostinho do PMDB.
Entre os ataques com coquetel molotov às máquinas e os ataques pessoais contra os candidatos, o que os eleitores querem mesmo saber é dos projetos de cada candidato e principalmente de onde vai sair o orçamento para efetivá-los. Só que isso não é assunto para ser tratado na Câmara.
Passadas as eleições, não existirão mais agradecimentos nem campanhas eleitorais para serem ditas na tribuna. Então o que podemos esperar é o silêncio por falta de assunto e pelo final de mandato.
1 comentários:
Thiago , sua ironia é tão sutil quanto uma patada de elefante.
ótima cobertura.
parabéns!
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