Clique no Play para ouvir.
Este conteúdo será substituído pelo player
Leia a notícia na íntegra
Há quase cem anos atrás, trabalhadores que construíam a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, foram surpreendidos por uma estranha doença.
A falta de médicos na região obrigava os doentes a irem para São Paulo para tratar as enormes feridas que atacavam seus órgãos internos.
Por essa doença, que ficou conhecida como Úlcera de BAURU, a cidade ocupou lugar na mídia nacional.
Não se tinha notícia da ocorrência dessa patologia em nenhum outro lugar do Brasil.
Agora, quase um século depois, Bauru ainda continua sendo a cidade de maior incidência da doença.
Os casos da doença em humanos são focados na zona Oeste da cidade, com destaque para as regiões do Parque Jaraguá, Santa Edwirges, Independência, Ouro Verde e Vila Dutra, além da região do Bela Vista.
Só nesse ano, o número de vítimas da Úlcera de Bauru já ultrapassou os casos registrados durante o ano inteiro de dois mil e sete.
A falta de informação à população contribui para que a cidade continue liderando os casos de Úlcera de Bauru.
A equipe do FalaBairro! pesquisou sobre a doença e traz informações para que a população fique alerta.
A úlcera de Bauru é também conhecida como LEISHMANIOSE, e é transmitida pela picada do mosquito conhecido como PALHA ou BIRIGUI.
Os sintomas da pessoa contaminada são inchaço no local da picada, onde se forma uma ferida não dolorosa, que demora a fechar, e o surgimento de feridas no rosto, braços e pernas.
Nos cachorros, a LEISHMANIOSE invade os órgãos causando lesões na pele, nas articulações, e além de problemas renais, pode provocar a morte do animal.
No combate ao mosquito palha recomenda-se o uso de tela nas janelas das casas, mosquiteiros, repelentes e inseticidas.
Também se deve evitar a construção de casas perto das matas, local onde os mosquitos costumam ficar.
No mês de setembro, o funcionário público Fernando de Oliveira Leme publicou uma carta na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade.
Ele reclamou do serviço de saúde da prefeitura em relação à Úlcera de Bauru. Na carta, Fernando chama atenção aos cães que são sacrificados por causa da doença. Ele afirma que muitos cachorros são mortos por estarem doentes ou com suspeita de contaminação.
Muitos desses animais não costumam sair das residências, localizadas na região da avenida DUQUE DE CAXIAS, considerada nobre de Bauru.
Os moradores que têm animais portadores do parasita podem contrair a doença se forem picados pelo mosquito transmissor.
2 comentários:
Parabéns, Renan, pelo enfoque dado a Leishmaniose. Realmente trata-se de um grave problema de Saúde Pública e se faz necessárias efetivas providências, a Vigilância Epidemiológica, especialmente o Ministério da Saúde precisam rever com urgência a forma de enfrentar o vetor, o uso de inseticidas inadequados e estratégias erradas fazem com o o vetor se alastra por todas as cidades e estados brasileiros.
Prezados amigos.
Muito obrigado pela menção feita a minha carta, é bom saber que podemos contar com um veículo de comunicação de tanta qualidade!
um abraço
Postar um comentário